JAMBU (Spilanthes oleracea)

ÉPOCA DE COLHEITA

DADOS FÍSICO-QUÍMICOS E APLICAÇÕES

O vegetal jambu tem propriedades antioxidantes, diuréticas e anti-inflamatórias. É abundante em espilantol, substância bioativa bastante versátil, com potencial para aplicações nas indústrias farmacêutica, cosmética e de higiene pessoal.

O Espilantol é uma amida (N-isobutilamidas) e o principal constituinte da oleoresina ou extrato concentrado do Jambu, responsável por seu efeito indutor da salivação, efeito analgésico e pela estimulação do nervo trigêmeo.

O espilantol provoca efeito do “botox natural”, pois ela ameniza as rugas deixando a pele mais viçosa, utilizado no tratamento de rejuvenescimento; também com propriedades desodorizantes e eficaz no tratamento da perda de cabelo.

USO POPULAR

Jambu e é amplamente utilizado na culinária do Pará indispensável nos pratos de “pato no tucupi” e “Tacacá”. O seu consumo produz uma grande quantidade de saliva e causa tremor na língua e lábios.

A medicina tradicional recomenda suas folhas e flores na elaboração de infusões no tratamento de afecções da boca (dor de dente) e da garganta, também como antibiótico e anestésico. É devido a presença de ferro e vitamina C, sendo indicado para a anemia e escorbuto.

ECOLOGIA

A cultura do jambu é um vegetal amazônico, tem o ciclo de 45-70 dias, exige pouca tecnologia para o seu manuseio e é muito cultivado entre os pequenos agricultores.

REFERENCIAS

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