Maracuja (Passiflora edulis)

ÉPOCA DE COLHEITA

DADOS FÍSICO-QUÍMICOS E APLICAÇÕES

O óleo de Maracujá se destaca pela alta concentração de ômega-6 na forma de ácido linolêico (até 70%), que proporciona a reposição de ácidos graxos essenciais, além de diminuir a perda transepidérmica de água (TEWL) promovendo a proteção da pele. Na porção insaponificável apresenta flavonóides que são conhecidos por apresentarem propriedade sebo-reguladoras, além de ácido ascórbico, betacaroteno, cálcio, fósforo e potássio. Regulariza a secreção sebácea, sem, entretanto desengordurá-la profundamente, uma vez que isso desencadeia o efeito rebote, com aumento da produção de gordura.

Obtém alta capacidade em regular as atividades das glândulas sebáceas (bioflavonóides), ajudando em reduzir os níveis elevados de pele oleosa. É um forte aliado no combate a flacidez da pele. Devido a propriedades antioxidantes evita o envelhecimento precoce das células. Os flavonóides tais como passiflorina e maracujina contribuem para um efeito calmante sobre a pele.

O óleo de maracujá cuida do couro cabeludo e cabelo para incentivar o crescimento saudável do cabelo, aumento da vitalidade e contribui para o volume e leveza do mesmo. Indicado para cabelos oleosos possui propriedades revitalizantes.

USO POPULAR

O uso principal do fruto de maracujá está na alimentação humana, na forma de sucos, doces, geleias, sorvetes e licores. Sua propriedade calmante o tornou conhecido, mas seu aroma e sabor atrativos tornam o maracujá importante produto para a indústria. As folhas e o suco contêm passiflorina, um sedativo natural e o chá preparado com as folhas tem efeito diurético. Possui também propriedades depurativas, sedativas e anti – inflamatórias. Suas sementes atuam como vermífugos. Por essas características, está incluído na monografia da Farmacopéia Brasileira. Acredita-se popularmente que o chá de suas folhas, além de atuar como calmante, é também um antitérmico eficaz e que ajuda no combate às inflamações cutâneas, mas essas duas ações não tem confirmação científica, sendo apenas parte de crendices populares.

ECOLOGIA

O maracujá é originário da América tropical, prefere climas quentes e úmidos, sendo cultivado em todos os países tropicais. Atualmente o Brasil é o principal produtor mundial de maracujá. No Pará cultiva-se o maracujá em larga escala, principalmente na região bragantina, seu maior centro produtor, alcançando em 2008 uma produção de 33.000 to.

O maracujazeiro precisa de uma estrutura que o sustente, porque seu caule é semi-lenhoso e não permite auto-sustentação. Essa estrutura é construída com mourões de madeira e arame liso. Um sistema de condução adequado deve propiciar boa distribuição dos ramos, facilitar os tratos culturais e permitir melhor insolação dos ramos produtivos. A produção comercial tem início a partir do décimo mês do plantio. A produtividade média do maracujá-amarelo é calculada em cerca de 10 t/ha/ano. O ciclo produtivo abrange em torno de 2 a 3 anos.

A casca do maracujá, que representa 40% a 50% do peso da fruta, é considerada resíduo industrial, assim como suas sementes, que representam cerca de 6% a 12% do peso total do fruto. Das sementes pode ser extraído o óleo para o aproveitamento industrial. O percentual de óleo na semente seca de maracujá alcança cerca de 25% de rendimento. De um hectare pode se obter 480 kg de semente seca, isto equivale a 96 Kg de óleo na extração física.

REFERENCIAS

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PESCE, C. OLEAGINOSAS DA AMAZÔNIA. BELÉM: OFICINAS GRÁFICAS DA REVISTA VETERINÁRIA, 1941. .

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ZERAIK, M. L., et al: Maracujá: um alimento funcional? Rev. bras. farmacogn. vol.20 no.3 Curitiba June/July 2010. .

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