Pracaxi (Pentaclethra macroloba)

ÉPOCA DE COLHEITA

DADOS FÍSICO-QUÍMICOS E APLICAÇÕES

O óleo de pracaxi contém a mais alta concentração conhecida do acido beênico (19%), que é 6 vezes maior do que a do óleo de amendoim, que é extraído e empregado na indústria cosmética, em produtos de maquiagem e para os cabelos devido as suas excelentes propriedades umectantes. Estudos relatam a atividade inseticida do óleo, especificamente contra o mosquito Aedes aegypti, que é o vetor da febre amarela e dengue. Frações isoladas do óleo de pracaxi constituem importantes compostos bioativos com atividade anti-hemorrágica, que poderão ser utilizadas no tratamento dos acidentes por picadas de serpentes ou como novos fármacos no tratamento de outras patologias.

USO POPULAR

O óleo de pracaxi é extraído de forma artesanal, por cozimento da massa seca que é macerada em pilão. É utilizado popularmente na medicina popular contra a Erisipela que é uma infecção cutânea causada geralmente por bactérias, como também no tratamento do cabelo, facilitando o penteado, aumentando o brilho e evitando a queda. Em Belém passou a ser utilizado no tratamento de estrias, em adolescentes e gestantes, apresentando resultados muito satisfatórios. Os habitantes da região Amazônica fazem uso da casca e do caule contra os efeitos do envenenamento de picadas de cobras e escorpiões. Para isso, eles maceram a casca e aplicam sob a forma de emplastros no local da picada. Atualmente as sementes são recolhidas (catadas) em rios, praias e igarapés, sendo posteriormente secas ao sol e armazenadas para a comercialização.

ECOLOGIA

Espécie vegetal que encontra-se distribuída em todo o Brasil Setentrional, Guianas, Trinidad e algumas regiões da América Central. A árvore de pracaxi é de tamanho médio (8 – 14 m), comumente encontrada em áreas inundáveis. Possui um fruto em forma de vagem com 20 a 25 cm de comprimento, é encurvado e contém de 4 – 8 sementes. Um quilo de sementes é composto por aproximadamente 35 vagens, as quais contêm cerca de 30 % de óleo, em base seca. No cultivo da planta, a emergência ocorre entre 30 a 40 dias com taxa de germinação das sementes relativamente alta, e o seu desenvolvimento na várzea é rápido. Em terra firme o pracaxi tolera bem a poda seletiva e por tratar-se de uma leguminosa é um bom fixador de nitrogênio, constituindo uma espécie pioneira que mostra um grande potencial na regeneração florestal e recuperação de áreas degradadas.

REFERENCIAS

COSTA dos SANTOS, M. N. et al.: Characterization of Pentaclethra macroloba oil, Thermal stability, gas chromatography and Rancimat, Journal of Thermal Analysis and Calorimetry, March 2014, Volume 115, Issue 3, pp 2269–2275 .

LORENZI, H. :Árvores Brasileiras, 2002. Vol. 2, 2ª edição, Instituto Plantarum, Nova Odessa, SP, PP.368. .

PESCE, C.: Oleaginosas da Amazônia, 1941, Oficinas Gráficas da Revista Veterinária, Belém/PA .

MORAIS, L.R.: Produção de óleo de duas espécies amazônicas por prensagem: Bacuri Platonia insignis (Mart.) e Pracachy Pentaclethra macroloba (Willd), 2005, Dissertação em Curso de Mestrado Em Química Orgânica, Universidade Federal do Pará,Centro de Ciências Exatas e Naturais 76pp. Não publicada. .

SANTIAGO, G. M. P et. al.: Avaliação da atividade larvicida de saponinas triterpênicas isoladas de Pentaclethra macroloba (Willd.) Kuntze (Fabaceae) e Cordia piauhiensis Fresen (Boraginaceae) sobre Aedes aegypti. 2005, Rev. Bras. Farmacogn. vol.1 5 no.3 João Pessoa. .

DA SILVA, J. O. et al.: Triterpenoid saponins, new metalloprotease snake venom inhibitors isolated from Pentaclethra macroloba. 2007, Toxicon. 50(2):283-91. Epub. .

Scar/Wound Treatment Compound using pracaxi (under http://www.pccarx.com.au/products/pcca-exclusives/bases/pracasil-plus) http://www.pccarx.com.au/products/pcca-exclusives/bases/pracasil-plus .

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